
Dez romenos foram levados à Espanha com a promessa de um emprego legal na agricultura, um salário de 2.000 euros por mês e acomodações decentes. Na realidade, eles dormiam no chão de um galpão, trabalhavam seis dias por semana e recebiam 20 euros por semana. Um homem que tentou ajudá-los foi espancado e acabou no hospital.
(Funcionários: Espanha / Justiça e Direitos dos Trabalhadores)
Um chocante caso de exploração de trabalhadores romenos veio à tona na Espanha, onde dez homens foram trazidos da Romênia com falsas promessas e forçados a trabalhar na agricultura por pequenas quantidades. Segundo a publicação espanhola Abc, a polícia desceu em um salão em Yuncllilllos, província de Toledo, onde encontrou 25 trabalhadores em condições insalubres.
Como eles foram atraídos
Cerca de três meses antes do início da investigação, um recrutador romeno abordou os homens na Romênia, oferecendo-lhes um emprego legal na agricultura, com um salário prometido por 2.000 euros por mês, acomodação no próprio quarto com banheiro e contratos de trabalho. Dez homens aceitaram a oferta e foram transportados de ônibus para a Espanha sem pagar pelo transporte.
Realidade da fazenda
Após a chegada à Espanha, as promessas foram quebradas. Os trabalhadores foram acomodados em um salão isolado das áreas habitadas, onde dormiam em colchões esticados no chão. Seus documentos pessoais foram retirados de seus empregadores, explicando que eles são necessários para a documentação do emprego – contratos que nunca foram celebrados.
O horário de trabalho era infernal: diariamente, a partir de 05:00 da manhã até por volta das 14h30., seis dias por semana, de segunda a sábado. A doença também não foi motivo de isenção, e os protestos ou a recusa em trabalhar foram punidos com golpes.
Pagamento: 20 euros por semana
Em vez dos 2.000 euros prometidos mensalmente, cada trabalhador recebeu apenas 20 euros por semana, e em alguns casos, o valor chegou a 50 euros. Desse dinheiro, os custos de hospedagem no salão, comida, água, eletricidade e até ferramentas de trabalho, como tesouras hidráulicas, eram baixos.
Um dos demandantes afirmou que, após dois meses de trabalho, ele havia recebido um total de apenas 300 euros. Parte do dinheiro havia sido enviado à família na Romênia, e o restante recebeu diretamente na mão.
Fuga e violência
Após vários meses de exploração, três homens conseguiram escapar. Dois deles retornaram à fazenda em 23 de junho, acompanhados por um compatriota que os transportou de carro para recuperar um parente com deficiência auditiva. No entanto, os três foram pegos e o romeno ao volante foi derrotado. Ele sofreu uma fratura no nariz e um ferimento na cabeça que exigiu pontos, sendo transportado para o hospital.
Mais tarde, o romeno que ofereceu refúgio aos fugitivos descobriu que o homem com deficiência auditiva também havia escapado. Ele foi encontrado pela polícia ao lado de uma igreja local, visivelmente assustado.
intervenção policial
As primeiras reclamações foram registradas em 26 de junho de 2026, no Comissariado de Villaverde. Dois romenos que conseguiram deixar a fazenda descreveram as condições em que foram guardados para a polícia, e o caso foi assumido pelo Grupo XI da Ucrif da Brigada Provincial de Estrangeiros e Fronteiras em Madrid.
A investigação, realizada sob o nome de “dívida”, levou a uma intervenção em um salão em Yuncillos, província de Toledo, em 27 de junho. Naquela época, havia 25 trabalhadores no prédio. Sete deles concordaram em dar declarações.
Prisões e medidas judiciais
O suposto coordenador, de 54 anos, e seu filho de 30 anos, foram presos no caso. Eles são acusados de Tráfico de seres humanos para exploração do trabalho. Após a audiência, o pai e o filho foram divulgados, mas a investigação não terminou. O juiz ordenou a retirada dos passaportes, a proibição de contato com os demandantes e a apresentação periódica às autoridades judiciais.
Conclusão
Este caso destaca os riscos aos quais os trabalhadores romenos que aceitam ofertas de emprego no exterior são expostos sem verificar completamente os empregadores. As promessas de altos salários e boas condições de trabalho podem se transformar em pesadelos, e as autoridades precisam intensificar os controles para evitar tais abusos. Muitas vezes, as vítimas são pessoas vulneráveis, que não conhecem a língua do país em que chegam e não têm recursos para defender seus direitos.






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