The Weekend Magazine

by Tomeci Press Publications

Map of Europe showing EU membership and candidate statuses

Em 26 de agosto de 2026, os islandeses vão às urnas para decidir se devem iniciar as negociações de adesão à União Européia. Em um momento em que a geopolítica europeia está mudando rapidamente, a questão é: quem podem ser os próximos países a entrar na UE?

(Funcionários: Europa / Política e Extensão)

A Islândia, o país das ilhas do norte, decidiu retomar a discussão sobre a adesão à União Europeia. Em 26 de agosto de 2026, os cidadãos islandeses são chamados às urnas para um referendo consultivo que pode abrir caminho para as negociações oficiais de adesão. Os islandeses tiveram esse referendo em 2009, mas o julgamento foi congelado em 2013, devido à oposição da pesca e da agricultura às políticas comuns europeias.

Islândia e a complicada relação com a Europa

A Islândia já é membro do Espaço Econômico Europeu (EEE), o que significa que aplica muitas das leis europeias, mas não tem voz no processo de tomada de decisão. Portanto, os defensores da adesão dizem que é hora de a Islândia se tornar um membro pleno, para se sentar à mesa de decisões. Em vez disso, os oponentes alertam que a adesão pode minar a soberania islandesa, especialmente no campo da pesca e dos recursos naturais.

Quem podem ser os próximos países a entrar na UE?

Independentemente do resultado da votação na Islândia, o processo de alargamento da UE continua em várias frentes. Aqui estão os principais candidatos e sua situação em 2026:

1. Balcãs ocidentais – prioridade estratégica da UE

Os Balcãs Ocidentais são considerados a prioridade de alargamento mais importante da União Europeia. No entanto, o processo é lento e condicionado por reformas internas. Aqui está a situação de cada país:

  • Montenegro – Ele é o candidato mais avançado, com negociações de adesão aberta desde 2012. Fechou 33 capítulos de negociação e espera aderir até 2028 se conseguir cumprir os critérios.
  • Sérvia – As negociações estão abertas desde 2014, mas o progresso é lento. As relações com o Kosovo e a reforma da justiça são os principais obstáculos.
  • Albânia – As negociações começaram oficialmente em 2022. A Albânia deve fortalecer seu estado de direito e combater a corrupção.
  • Norte da Macedônia – As negociações começaram em 2022, mas a disputa com a Bulgária sobre a linguagem e a história continua sendo um problema.
  • Bósnia e Herzegovina – Ele recebeu o status de candidato em 2022, mas ainda não iniciou negociações. As reformas políticas são lentas.
  • Kosovo – É um candidato potencial, mas não é reconhecido por todos os Estados-Membros da UE, o que complica o processo.

2. Ucrânia e República da Moldávia – casos excepcionais

A invasão russa mudou radicalmente a paisagem geopolítica europeia. Em 2022, a Ucrânia e a República da Moldávia receberam o status de países candidatos e, em dezembro de 2023, a UE decidiu abrir as negociações de adesão. É um processo sem precedentes, mas a estrada é longa e difícil. Ambos os países devem implementar grandes reformas, especialmente na área de justiça e na luta contra a corrupção.

  • Ucrânia – As negociações começaram oficialmente em 2024. Não há uma data definida para a adesão, mas as autoridades europeias falam de um horizonte de 5 a 10 anos.
  • República da Moldávia – As negociações iniciadas em 2024. O país deve resolver seus problemas relacionados à Transnístria e fortalecer suas instituições.

3. Geórgia – um candidato com obstáculos

A Geórgia recebeu o status de candidato em dezembro de 2023, mas as negociações ainda não começaram. A UE condicionau o início das negociações democráticas de reforma e o alinhamento com a política externa europeia. A Geórgia deve demonstrar seu compromisso com os valores europeus.

4. Turquia – caixa congelada

A Turquia é candidata desde 1999 e iniciou negociações em 2005. No entanto, o processo foi praticamente congelado por anos, devido a preocupações com o estado de direito e os direitos humanos. Não há perspectivas realistas de adesão em um futuro próximo.

Quão realista é uma nova onda de expansão?

O alargamento da UE é um processo complexo que exige unanimidade entre os Estados-Membros. Alguns países, como França e Holanda, são céticos quanto à rápida expansão. Eles pedem reformas internas da UE antes de recebermos novos membros. Por outro lado, os países da Europa Central e Oriental apoiam fortemente a expansão, especialmente no caso da Ucrânia e da República da Moldávia.

Conclusão

A Islândia é um caso especial, mas seu voto lembra que o alargamento da UE continua sendo um tema atual e controverso. Os Balcãs Ocidentais são prioridades, mas o processo é lento. A Ucrânia e a República da Moldávia são casos excepcionais, mas a estrada é longa. É certo que a expansão não acontecerá da noite para o dia, e cada candidato tem seus próprios desafios. Em 2026, a questão não é “se”, mas “quando” e “como” a União Europeia se expandirá.

Split scene of Icelandic fishing and EU aspirations

Leave a Reply

Trending

Discover more from The Weekend Magazine

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading